
El cantar de los pájaros, al alba,
Cuando el tiempo es más tibio,
Alegres de vivir, ya se desliza
Entre el sueño, y de gozo
Contagia a quien despierta al nuevo día.
Alegre sonrriendo a su juguete
Pobre y roto, en la puerta
De la casa juega solo el niñito
Consigo y, en dichosa
Ignorancia, goza de hallarse vivo.
El poeta, sobre el papel soñando
Su poema inconcluso,
Hermoso le parece, goza y piensa
Con razón y locura
Que nada importa: existe su poema.
(Luis Cernuda)
Publicado em Cernuda, La Realidad y el Deseo, Poímata | Deixar um comentário »
IN.
O que se sabe e o que não se sabe sobre uma mudança
É o que se deixa de herança
(Rodrigo de Souza Leão, 1968-2009)
Publicado em Exéquias | Deixar um comentário »
“A lâmpada é um olho
aberto
olho vazado
que corta a escuridão
gilete no risco da pele
o poema
que não vê a própria circunferência
do olho
a pálpebra de vidro
que se quebra
ao piscar.”
`
Álvaro Alves de Faria
in: O Azul Irremediável
Publicado em Poímata, Álvaro Alves de Faria | Deixar um comentário »
Leve em consideração
aquilo que você nunca considerou:
há uma certa originalidade
no verso do extinto
papel carbono
IMF
Publicado em Espelho embaçado, Papel carbono, Poímata | Deixar um comentário »
|
Mira tus pies ahora
son papel
son arrugados y fríos
esta es la plaza en la que no te podes sentar
¿que vas a hacer con todos esos vueltos?
no te causan a vos también, los postes de la luz, una depresión terrible.
Fran Rivera
Publicado em Fran Rivera, Poímata | Deixar um comentário »
Distante de um quadrado, a pouco menos de 3 centímetros, um círculo trama em suas redondezas o bote fatal: colocará à prova sua lima, ensaiada e treinada por tanto tempo, erosão desfazedora de bicos e quinas.
“Nihil tam absurde dici potest quod non dicatur ab aliquo philosophorum.”
(Cicero, De divinatione, II)
“Nada se pode dizer de tão absurdo que não tenha sido dito por algum filósofo.”
Publicado em umbra-penumbra | Deixar um comentário »
Essas coisas que encontramos fuçando arquivos pretéritos; traz a data de 1996, e tem a lembrança de solidões na casa velha onde morei. Parece-me simpático. Fica aqui… por enquanto.
Publicado em reino | 1 Comentário »
….
Lupicínio numa belíssima interpretação de Eduarda Fadini.
Publicado em reino | 1 Comentário »
Houve uma hipnose que não dormiu
de facão na mão desenhando a picada
no matagal crescido da insônia
Caminho assim
é o que fecunda a margem
IMF
Publicado em reino | Deixar um comentário »