Distante de um quadrado, a pouco menos de 3 centímetros, um círculo trama em suas redondezas o bote fatal: colocará à prova sua lima, ensaiada e treinada por tanto tempo, erosão desfazedora de bicos e quinas. “Nihil tam absurde dici potest quod non dicatur ab aliquo philosophorum.” (Cicero, De divinatione, II) “Nada se pode dizer [...]
Arquivo da categoria ‘umbra-penumbra’
Se te ocorre…
Publicado em umbra-penumbra, etiquetado Cicero, De divinatione, Equações em maio 20, 2009 | Deixar um comentário »
Extrañas Semblanzas
Publicado em umbra-penumbra, etiquetado José Batlló, Salvador Espriu, Semblanzas em novembro 7, 2008 | 3 Comentários »
POR MI ESPEJO CRUZAN, SI QUIERES, EXTRAÑAS SEMBLANZAS Ante mi último espejo, al verme entero, enfermo, tal vez acabado, quizá condenado, tan pálido, dije muy lentamente claras palabras bellas, frágiles, altas, las más nobles que hallaba en la tiniebla de mi recuerdo. Mas desde siempre, allí había soeces, fofas, viscosas bestias, que desde los rincones [...]
Epidokimasía
Publicado em umbra-penumbra, etiquetado Aplauso, Ciranda, Epidokimasía, Invocação, Limite em setembro 20, 2008 | 2 Comentários »
Quando o que se escreve ultrapassa o limite e o espaço daquele que escreve, este fica sendo o morto futuro que falará aos olhos dos vivos. Sendo assim, também eu devo um texto a um par de olhos que nunca me viram. Esses olhos entenderão o diálogo daquilo que foi, e saberão que toda continuidade [...]
C’EST SI BON
Publicado em umbra-penumbra, etiquetado Abstração, C'est si bon, Látego em setembro 4, 2008 | 1 Comentário »
Porque abstração é sempre um traço diluído de um látego que fustiga v a g a r o s a m e n t e Isso ainda não é masoquismo
Veio Cedo, Matutando…
Publicado em umbra-penumbra, etiquetado Memória olfativa, Pés, Rua em julho 29, 2008 | 8 Comentários »
uma rua persiste em ser o calcanhar da memória olfativa a minha e a tua conjunto de ímãs martelada bússola e uma velha história da procura nessa confusão resignada que o norte busca rumo ao Sul sempre veio cedo, matutando
Há um dia na noite estranha
Publicado em umbra-penumbra, etiquetado Cigarro, Noite em julho 7, 2008 | 7 Comentários »
Há um dia na noite estranha e uma madrugada fria que me faz sair de casa pra comprar cigarros como mera súplica da inconsciência e do acaso percorrendo ruas vazias e de gelo e sombras que espreitam por toda parte Quando a reviravolta está por chegar há um pesadelo de rosto amável e a lembrança [...]
É o sem-nome
Publicado em umbra-penumbra, etiquetado Asfalto paulistano, Cerveja, Cigarro, Fios de postes, Riso, Sob os pés, Sussurros em junho 15, 2008 | 5 Comentários »
Não é o acaso, praga e nem maldição esse esquecimento instantâneo das muitas idéias que povoam a cabeça ritimada no asfalto paulistano; essa verborragia passada de língua em língua e todos os sussurros da nossa cinza coloração; também não são mãos o que dispara o frenesi da nossa atenta desatenção; o riso, talvez, porque há [...]
QUEBRA-CABEÇA
Publicado em umbra-penumbra, etiquetado Espasmos, Falanges, Idéia desentranhada, Idea, Lembrança, Memória, Quebra-cabeça em abril 25, 2008 | 2 Comentários »
São repetidos os espamos no momento em que recobra o fôlego o suspiro da idéia desentranhada: o que percorre pelas falanges de ossos quebrados é o espanto que não entende a tamanha facilidade característica das mãos em montar peça por peça não apenas a imagem reproduzida mas também uma lembrança afastada da memória.
Dança Anfigúrica
Publicado em umbra-penumbra, etiquetado Dança anfigúrica, Danza anfigurica em abril 15, 2008 | 1 Comentário »
A quarta parte de um movimento quisera ver concluída na dispersão abarrotada de entrada sem-saída; Vai se não quando bem antigamente o espelho que espera aquele nosso passo de outra maneira.
Ouvido de Cobra
Publicado em umbra-penumbra, etiquetado Alvos desmanchados, Ouvido de cobra, Razões dispersas em abril 4, 2008 | 4 Comentários »
Falar para o vazio tem razões dispersas e alvos desmanchados; você caminha como se soubesse que todas as direções agora estão escondidas, ocultadas e sedimentadas por um tempo que já não é mais o seu. E essas camadas soterradas estão aí em oposição ao sentido que você já não mais possui. Até mesmo no vazio [...]