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Arquivo da categoria ‘umbra-penumbra’

Distante de um quadrado, a pouco menos de 3 centímetros, um círculo trama em suas redondezas o bote fatal: colocará à prova sua lima, ensaiada e treinada por tanto tempo, erosão desfazedora de bicos e quinas. “Nihil tam absurde dici potest quod non dicatur ab aliquo philosophorum.” (Cicero, De divinatione, II) “Nada se pode dizer [...]

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POR MI ESPEJO CRUZAN, SI QUIERES, EXTRAÑAS SEMBLANZAS Ante mi último espejo, al verme entero, enfermo, tal vez acabado, quizá condenado, tan pálido, dije muy lentamente claras palabras bellas, frágiles, altas, las más nobles que hallaba en la tiniebla de mi recuerdo. Mas desde siempre, allí había soeces, fofas, viscosas bestias, que desde los rincones [...]

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Epidokimasía

Quando o que se escreve ultrapassa o limite e o espaço daquele que escreve, este fica sendo o morto futuro que falará aos olhos dos vivos. Sendo assim, também eu devo um texto a um par de olhos que nunca me viram. Esses olhos entenderão o diálogo daquilo que foi, e saberão que toda continuidade [...]

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C’EST SI BON

Porque abstração é sempre um traço diluído de um látego que fustiga v a g a r o s a m e n t e Isso ainda não é masoquismo

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Veio Cedo, Matutando…

uma rua persiste em ser o calcanhar da memória olfativa a minha e a tua conjunto de ímãs martelada bússola e uma velha história da procura nessa confusão resignada que o norte busca rumo ao Sul sempre veio cedo, matutando

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Há um dia na noite estranha

Há um dia na noite estranha e uma madrugada fria que me faz sair de casa pra comprar cigarros como mera súplica da inconsciência e do acaso percorrendo ruas vazias e de gelo e sombras que espreitam por toda parte Quando a reviravolta está por chegar há um pesadelo de rosto amável e a lembrança [...]

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Não é o acaso, praga e nem maldição esse esquecimento instantâneo das muitas idéias que povoam a cabeça ritimada no asfalto paulistano; essa verborragia passada de língua em língua e todos os sussurros da nossa cinza coloração; também não são mãos o que dispara o frenesi da nossa atenta desatenção; o riso, talvez, porque há [...]

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São repetidos os espamos no momento em que recobra o fôlego o suspiro da idéia desentranhada: o que percorre pelas falanges de ossos quebrados é o espanto que não entende a tamanha facilidade característica das mãos em montar peça por peça não apenas a imagem reproduzida mas também uma lembrança afastada da memória.

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A quarta parte de um movimento quisera ver concluída na dispersão abarrotada de entrada sem-saída; Vai se não quando bem antigamente o espelho que espera aquele nosso passo de outra maneira.

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Falar para o vazio tem razões dispersas e alvos desmanchados; você caminha como se soubesse que todas as direções agora estão escondidas, ocultadas e sedimentadas por um tempo que já não é mais o seu. E essas camadas soterradas estão aí em oposição ao sentido que você já não mais possui. Até mesmo no vazio [...]

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