“Foi este o primeiro dos quatro amores eternos que fazem da minha vida uma grave condensação interior. Sou falsamente um solitário. Quatro amores me acompanham, cuidam de mim, vêm conversar comigo. Nunca mais vi Maria, que ficou pelas Europas, divorciada afinal, hoje dizem que vivendo com um austríaco interessado em feiras internacionais. Um aventureiro qualquer. Mas [...]
Arquivo da categoria ‘família’
Condensação Interior
Publicado em família, etiquetado Mario de Andrade em fevereiro 27, 2009 | 1 Comentário »
ONDE À NUDEZ
Publicado em família, etiquetado Luis Miguel Nava, Nudez em janeiro 13, 2009 | Deixar um comentário »
“Escrevo onde à nudez cabe o papel habitualmente atribuído a uma janela. Quando afasto as cores para no lugar delas não deixar senão a luz ou me debruço sobre ao peitoril sobre os meus próprios intestinos, a ficção fica por conta dos relâmpagos. É como se habitasse uma cidade que tivesse um espelho por subúrbios [...]
A Torquato Giovanotto
Publicado em família, etiquetado Ternuras calcinadas, Torquato Neto em dezembro 17, 2008 | 5 Comentários »
São grandes e cortam a gente de cinza as pontiagudas pedras e a ternura calcinada no teu sembante O olho que te descobriu no caminho ainda fita tua capa esvoaçante sobre o viaduto mas você ainda não sabia Eu ainda olho o mais lindo nosferatu com vícios que tenho de cajuína e de São Paulo [...]
Ecos de Mayumi
Publicado em espécie, família, etiquetado Aclimação, Beco, Ecos, Mayumi, Memória, Paes de Andrade, Raimundo de Brito em outubro 2, 2008 | 8 Comentários »
Mayumi era o nome, imagino que ainda o seja, da vizinha que eu tinha, em 1985, na Aclimação. Não sei o que é do seu destino, e nem ela deverá saber do meu, posto que nenhum não tenho. Eu devia ter o quê, uns dez, doze anos? É possível. Ela tinha um sorriso daqueles lindos, e cabelos [...]
Escritor de orelhas
Publicado em família, etiquetado Abelha e mel, Alguém, Aranha e mosca, Engano, Escritor de orelhas, Ninguém, Notícia, Orelhas em agosto 12, 2008 | 2 Comentários »
É longa muito longa a notícia de ninguém Portanto, como idéia fixa como abelha e mel como aranha e mosca resuma o teu engano como se um gancho fosse de alguém
Nossa Línjua Portujêsa
Publicado em família, etiquetado Alemão, Biblioteca, Língua portuguesa em maio 29, 2008 | 6 Comentários »
Não é lenda e ninguém me contou. Numa gramática de Alemão, pertencente à Coleção Didática da biblioteca da FFLCH, eu procurava, na parte de “complemento adverbial”, informações sobre a palavra ‘jahrhundert’ (século), e eis que me deparo com a pichação de alguma mão perturbada que resolveu escrever: “As drojas e os drojados impedem avanços da [...]
Rapinagem
Publicado em família, etiquetado Avestruz, Ovo de avestruz, Rapinagem, Vermes em maio 1, 2008 | 2 Comentários »
Mirando o ovo da avestruz a primeira inclinação dos vermes é a rapinagem: disposição nobre quando se tem fome e não deixa de ser linda essa obediência ao instinto. Alguém (e só você saberá me dizer quem é) pratica a infame rapinagem desnecessária para um verme saciado que arrotar já não consegue e seus gases [...]
Vontade Oculta
Publicado em família, etiquetado Vontade íntima, Vontade oculta em abril 19, 2008 | Deixar um comentário »
É tão curiosa a vontade íntima e oculta que apenas a sua máscara ficcional pode interpretá-la; interpretação pública, que se diga, já que o desejo individual não faz cerimônia. http://www.youtube.com/v/uZDvJAgT37M
El Atrapamoscas
Publicado em família, etiquetado Atrapamoscas, Catedral botánica, Frantrasgos, Kafka, Zurdos em abril 9, 2008 | 1 Comentário »
Una catedral botánica se está construyendo alrededor de mis engaños: descubrirse insecto no es ningun mérito de un Kafka, apenas la cruda sinceridad frente al espejo; hay que peinarse de la mejor manera posible, y tener los ojos cuidadosos para el atrapamoscas. Los frantrasgos y los zurdos hace mucho lo supieran: risas son palabras para [...]