São perdigotos os dias pretéritos
quando interrogados
cospem-nos na cara
E seja lá o que foram
seus nervos já não têm a energia do presente
e seus resquícios de saliva
mostram apenas o farelo
que deles fica
É grande
MAGNÂNIMA
nossa mais simples mentira
IMF
Posts de Julho, 2009
Deles é o que temos
Publicado em Mentira, Perdigoto, Poímata, Saliva em Julho 31, 2009 | 2 Comentários »
Sergio Peralta
Publicado em Ecossitema, Poímata, Sergio Peralta em Julho 23, 2009 | 1 Comentário »
escala humana
mi ecosistema es un mundo
cuya forma es un cuerpo de hombre
donde llegue todo lo que nadie recibe
habrá tanto de mí
O início da Ria em Dó
Publicado em Berlim, Poímata em Julho 20, 2009 | Deixar um comentário »
Um verso retorcido
cria suas raízes no muro
trepadeira que espia
do outro lado, por fim,
os primeiros 393km
de uma distância interiorana
que foi parar em Berlim
Não há caminho de volta
mas o fim o que é que encontra
senão o começo?
IMF
GASTÃO CRUZ
Publicado em Gastão Cruz, Monserrat Caballé, Poímata em Julho 19, 2009 | Deixar um comentário »
UN BALLO IN MASCHERA
(Monserrat Caballé, ROH Convent Garden, 2 de janeiro de 1981)
Pouco tempo depois de estar no palco
quem sai? Pelo amor à personagem
torturada, ou quem sente a ameaça
de qualquer mal ao canto vulnerável?
(Madame Caballé is unwell veio
dizer alguém à boca de
cena interrompido o primeiro acto)
O amor e o canto são metades
iguais do ser da [...]
A CASA
Publicado em A Casa, Grupo Redimunho, Teatro em Julho 13, 2009 | Deixar um comentário »
Tres Misterios Gozosos
Publicado em Cernuda, La Realidad y el Deseo, Poímata em Julho 7, 2009 | Deixar um comentário »
El cantar de los pájaros, al alba,
Cuando el tiempo es más tibio,
Alegres de vivir, ya se desliza
Entre el sueño, y de gozo
Contagia a quien despierta al nuevo día.
Alegre sonrriendo a su juguete
Pobre y roto, en la puerta
De la casa juega solo el niñito
Consigo y, en dichosa
Ignorancia, goza de hallarse vivo.
El poeta, [...]
Rodrigo de Souza Leão
Publicado em Exéquias em Julho 4, 2009 | Deixar um comentário »
IN.
O que se sabe e o que não se sabe sobre uma mudança
É o que se deixa de herança
(Rodrigo de Souza Leão, 1968-2009)
Lámpara
Publicado em Poímata, Álvaro Alves de Faria em Julho 2, 2009 | Deixar um comentário »
“A lâmpada é um olho
aberto
olho vazado
que corta a escuridão
gilete no risco da pele
o poema
que não vê a própria circunferência
do olho
a pálpebra de vidro
que se quebra
ao piscar.”
`
Álvaro Alves de Faria
in: O Azul Irremediável